O GRÊMIO RECREATIVO CULTURAL E CARNAVALESCO ‘DEIXA FALAR’, foi fundado em 23 de Abril de 1992 na Rua Cesário Alvim, 391-A, Bairro da Cidade Velha em Belém do Pará. Suas cores são azul e branca, seu símbolo é o papagaio.
Participou pela 1ª vez do carnaval em 1993, no grupo “C” de escolas de samba, e já estreou ganhando. Em 1998 foi campeã do grupo B e subiu para o Grupo Especial das Escolas de Samba, onde está até hoje. Em 2007, numa reorganização do concurso oficial da Prefeitura de Belém onde desfilaram 14 agremiações para cair 7, ficou em 6° lugar, em 2008, entre 7 foi a 4ª com o enredo “Deixa chover, Deixa Falar, se tá na chuva é pra se molhar”. Em 16 anos conquistou o respeito e o carinho do público e das mais tradicionais escolas de samba de Belém.

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domingo, 22 de abril de 2012

Uma festa para as duas décadas da Deixa Falar.

Esmael Tavares (centro) com os diretores da escola e com o homenageado no carnaval 2013: Henrique Andrade.
Esmael Tavares, presidente da escola, recebeu os convidados para o aniversário dos 20 anos da Deixa Falar com o requinte que lhe é característico, fez todo mundo relembrar o primeiro campeonato conquistado pela escola em 1993, com o enredo "Queimada", de Paulo Afonso Campos de Melo, e de todo o histórico da Deixa Falar nestas duas décadas, histórico que lhe garantem lugar permanente no grupo especial das escolas de samba de Belém.
Clara Pinto falou da importância de Henrique Andrade e da Deixa Falar para o carnaval de Belém.

A festa aconteceu na sexta-feira 20 de abril, e contou com a presença de personalidades do samba, como o presidente do GRES "Quem São Eles", Jamil Mousinho, e personalidades das artes e da cultura paraense, como a bailarina Clara Pinto. Claro, e todos ops brincantes da Cidade Velha que foram na quadra prestigiar a sua escola do coração.

O casal de Mestre Sala e Porta Bandeira mirins fizeram um show aos presentes e comandaram a alegria dos brincantes da Cidade Velha.




O enredo para o carnaval 2013 é "Sob as luzes da ribalta, sonhos e devaneios de um artista", e é uma homenagem ao arte-educador Henrique Andrade, e será desenvolvido pelo carnavalesco Andrey

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Apresentação do enredo para 2012. MARUJADA, É BRAGANTINA, É PARAENSE, É BRASILEIRA.

O Carnavalesco Eduardo Wagner preparou uma festa para a apresentação do enredo da Deixa Falar para o carnaval 2012 - MARUJADA, É BRAGANTINA, É PARAENSE, É BRASILEIRA.
Teve a participação mais que especial da rede [aparelho]-:. do Grupo Paranativo, Bateria Show Guerreiros de Jorge, Cantores da Escola e Convidados.
É a Deixa Falar firme e forte, rumo ao Carnaval 2012.
Diretores da Embaixada de Samba do Império Pedreirense prestigiaram o evento.
Eduardo Wagner, o carnaval;esco, com seus convidados.
Brincantes da Cidade Velha froram conhecer o enredo
Carnaval 2012
A rede [aparelho]-: exibiu documentários sobre a Marujada
Filmes de desfiles da escola também foram exibidos
A comunidade se fez presente.
Mametu Nangetu prestigiou o enredo,
Alex Meireles também foi conhecer o enredo.
O presidente, Esmael Tavares, apresenta os planos da esola.
O aderecista e estilista Delleam Cardoso e sua família.
Eduardo Wagner apresentando o enredo aos presentes.
SINOPSE DE ENREDO Marujada é Bragantina, é Paraense, é Brasileira!

Em Bragança, quando os tambores tocam para acompanhar as vozes das ladainhas no mês de maio, todos já sabem: são as Esmolações (comissão de frente) que iniciam sua peregrinação em três direções para preparar a maior Festa de fé da cidade. Relembrando os escravos fundadores da Irmandade, as Esmolações – da Praia, da Colônia e dos Campos – avisam a toda a região que mais uma Festividade a São Benedito está se preparando e que a Marujada mais uma vez irá dançar. A Festa nasceu num fim de ano, há mais de duzentos anos, quando os negros da cidade receberam de seus senhores a autorização para construírem uma igreja dedicada ao Santo Preto. Foi a primeira vez que a Marujada dançou, em agradecimento a concessão dos senhores. Uma festa de negros em pleno Natal (ala 1). Como se a estrela natalina iluminasse os escravos para abrir o caminho à chegada de São Benedito. E assim chegou São Benedito (carro 1) para estabelecer seu Reinado na Pérola do Caeté. Trazido por anjos negros, o Santo que transformou pães em rosas (MS/PB 1) chegou a Bragança para lá reinar e festejar com o povo na mistura que deu na Marujada.... E dessa mistura de tambores africanos (PE), com o som das cordas européias que lá se tornaram em rabecas (ala 2), do lundum travestido em dança de salão virando o retumbão (ala 3), das castanholas espanholas e a dança flamenca (ala 4), e mais a religiosidade mística indígena (ala 5) com a sonoridade do latim traduzido no linguajar do caboclo (MS/PB 2), nasceu uma das maiores manifestações culturais da região: a Marujada de Bragança!... A Marujada é a festa, é a dança, a comilança, a alegria! E chama a atenção de todos os olhares... Até de nosso Papagaio que, afastado por um tempo de seu ninho, traz agora para a sua própria festa – o Carnaval – a Festa da Marujada, com as bênçãos de São Benedito!... E festa que é Festa tem de tudo! Lá estão os cavaleiros na Cavalhada do dia 25 (carro 2) de dezembro, buscando suas argolas para ver quem será o vencedor, relembrando as lutas entre mouros e cristãos dos tempos medievais, com seus cavalos, estandartes e lanças. Mas em Bragança, a luta é falsa, e a vitória e certa para ambos os lados, pois todos comemoram pelas ruas da cidade. A Festa começa mesmo com a alvorada do 18 de dezembro, quando ao nascer do sol (ala 6), a Marujada dança pelas ruas de Bragança, iniciando seus banquetes abundantes oferecidos por seus juízes (ala 7) e erguendo o mastro cheio de frutas (ala 8) para agradecer pela fartura que o Santo dá aos seus devotos. E como toda festa que se preze, a de Bragança tem parquinho, mas o de lá é diferente: é de madeira, feito todinho por um homem só – Seu Waldomiro dos Brinquedos (tripé 1) – que diverte a criançada e encanta os adultos com suas engenhocas animadas. É nessa hora também que acontecesse o leilão (ala 9) de tudo aquilo que em maio as Esmolações arrecadaram... e tem pato, tem galinha, tem bezerro... tem boneco, tem pintura, tem tempero... tem até porco – mas porco, só pode ficar do lado de fora do Barracão! Afinal de contas tem que haver leilão, senão a Festa do próximo ano já fica meio fraca. E no Largo de São Benedito (ala 10), para quem não conseguiu levar nada do leilão, sempre tem uma lembrança para recordar a festa da Marujada... tem santinhos, tem cordões, tem flores, contas e festões. Para findar é fim de ano. É Natal e Ano Novo! E fim de ano em Bragança, sem Marujada não existe, pois lá se vão mais de duzentos anos de fogos, presépios e fitas de cetim misturados na mesma festança, onde o Santo Preto guarda em seus braços o Menino Jesus que abençoa o novo ano que vai chegar (ala 11).... Marujada é tudo isso! A festa que virou identidade! E no Museu da Marujada (tripé 2) toda sua história, desde o início da Irmandade. São fortes os seus símbolos que identificam sua visualidade: o Chapéu de Maruja (baianas) é o mais conhecido. Mas, têm as rabecas da cidade (ala 12), os Marujos cavalheiros (bateria), os vestidos do Menino (MS/PB mirim), que representam todos juntos na procissão do fim da festa (carro 3) a devoção, a louvação, ao Santo Preto da Cidade. Marujada é bragantina, é paraense, é brasileira (ala 13)!

Fotos de Alex Leovan/ Táta Dianvula - Projeto Azuelar - Instituto Nangetu.

Ervas da floresta - cheiros do Pará, enredo de 2009



























O Grêmio Recreativo Cultural e Carnavalesco DEIXA FALAR escolheu como enredo para o Carnaval 2009 a grande riqueza da floresta amazônica: o poder, a sabedoria, o mistério e a magia de suas folhas, ervas, sementes, raízes, flores e frutos. As espécies nativas ou as que elegeram a Amazônia como morada, mostrando seus usos em remédios, comidas, banhos, perfumes, cultos sagrados, mandingas, encantamentos e homenagens, passando pela indústria de cosméticos, reconhecida em todo o Brasil e no exterior, e chegando ao alerta para a necessidade de preservação desse grandioso ecossistema diante de constantes ameaças causadas pela ambição do homem. Ervas da floresta, cheiros do Pará são magia na Deixa Falar fala por si neste enredo.
 “Eu vim na força dos ventos de Iansã, a mando de Xangô. Sou o grande segredo dado por Olodumaré a Ossain, filho de Iemanjá e Oxalá. Minha essência é soberana e tenho tantos poderes que alguns ainda nem mesmo revelei. Posso perfumar, remoçar, alimentar e curar, mas posso também ferir a quem em mim tocar com ambição. Sou força inigualável em minha frágil aparência, sou micro partes de um gigantesco e abençoado todo.
Viajo para Belém do Pará, minha capital, em fardos, sementes, vasos, paneiros e vidros coloridos. No mercado de ferro do Ver-o-Peso sou vasta, farta e acessível a todos. Saio das mãos das cheirosas para aqueles que desejam seduzir paladares, realizar namoros, abrir caminhos atravancados, perfumar armários, defumar casas e searas. Vou aos cultos em forma de amacis e ariachés, Nas mãos de pajés, filhos de santos e benzedeiras emissárias de boas vibrações protejo e afasto mau-olhado, quebranto e malinezas. Em junho, sou homenagem a São João levada pelos vendeiros de porta em porta desde bem cedo gritam: olha o cheiro cheiroso pra tirar o catingoso! Em dezembro sou oferenda a Iemanjá, pra começar o ano novo com o pé direito. Na Mina são os tambores que me anunciam, nas hábeis mãos dos abatazeiros. Nas casas sou banho-de-cuia, gostoso de tomar no quintal, pra dar um volta de tardinha.
Saio da Amazônia pra conquistar o resto do Brasil e o mundo através da magia da química, que me transforma em incensos, infusões, loções, cosméticos, cremes de beleza e fórmulas de rejuvenescimento, carregadas de teor ecológico, através da indústria da beleza. Indústria que, pela sensibilidade e visão de Coco Channel e do perfumista Ernest Beaux, nos anos 20, com o óleo do pau rosa, madeira retirada do coração da Amazônia, perfumou rainhas como a da Inglaterra e a do cinema, Marilyn Monroe, me fazendo francesa para o mundo, elegante presença na moda, sedução em cada gota de  Channel n° 5.
Sou alvo de piratas, ladrões e ambiciosos que vêem em mim a oportunidade de enriquecer. Forasteiros que se apossam de minha sabedoria e de meus segredos e, em sua busca feroz, me queimam, me arrancam, me cortam, e tentam me destruir, mas, mal sabem eles que também sou fera e que muitos me defendem. Que bate forte em mim um coração sobrevivente, formado pela esperança, pela determinação e pelo empenho de antigos espíritos guerreiros que iluminam cunhãs e curumins que me refazem em mudas nas quais refloresço sob a invocação de meu Rei Ossain “Ewê assá”.
Eu sou folha, sou flor, sou fruto, sou erva, sou raiz. Sou o menor e o maior de todos os seres, sou a floresta fundamental, essencial, sou a vida. AXÉ!”

                                                                                       Cláudia Palheta

Originalmente publicado aqui