O Carnavalesco Eduardo Wagner preparou uma festa para a apresentação do enredo da Deixa Falar para o carnaval 2012 - MARUJADA, É BRAGANTINA, É PARAENSE, É BRASILEIRA.
Teve a participação mais que especial da rede [aparelho]-:. do Grupo Paranativo, Bateria Show Guerreiros de Jorge, Cantores da Escola e Convidados.
É a Deixa Falar firme e forte, rumo ao Carnaval 2012.
 |
Diretores da Embaixada de Samba do Império Pedreirense prestigiaram o evento. |
 |
Eduardo Wagner, o carnaval;esco, com seus convidados. |
 |
Brincantes da Cidade Velha froram conhecer o enredo |
 |
Carnaval 2012 |
 |
A rede [aparelho]-: exibiu documentários sobre a Marujada |
 |
Filmes de desfiles da escola também foram exibidos |
 |
A comunidade se fez presente. |
 |
Mametu Nangetu prestigiou o enredo, |
 |
Alex Meireles também foi conhecer o enredo. |
 |
O presidente, Esmael Tavares, apresenta os planos da esola. |
 |
O aderecista e estilista Delleam Cardoso e sua família. |
 |
Eduardo Wagner apresentando o enredo aos presentes. |
SINOPSE DE ENREDO
Marujada é Bragantina, é Paraense, é Brasileira!
Em Bragança, quando os tambores tocam para acompanhar as vozes das ladainhas no mês de maio, todos já sabem: são as Esmolações (comissão de frente) que iniciam sua peregrinação em três direções para preparar a maior Festa de fé da cidade. Relembrando os escravos fundadores da Irmandade, as Esmolações – da Praia, da Colônia e dos Campos – avisam a toda a região que mais uma Festividade a São Benedito está se preparando e que a Marujada mais uma vez irá dançar.
A Festa nasceu num fim de ano, há mais de duzentos anos, quando os negros da cidade receberam de seus senhores a autorização para construírem uma igreja dedicada ao Santo Preto. Foi a primeira vez que a Marujada dançou, em agradecimento a concessão dos senhores. Uma festa de negros em pleno Natal (ala 1). Como se a estrela natalina iluminasse os escravos para abrir o caminho à chegada de São Benedito.
E assim chegou São Benedito (carro 1) para estabelecer seu Reinado na Pérola do Caeté. Trazido por anjos negros, o Santo que transformou pães em rosas (MS/PB 1) chegou a Bragança para lá reinar e festejar com o povo na mistura que deu na Marujada....
E dessa mistura de tambores africanos (PE), com o som das cordas européias que lá se tornaram em rabecas (ala 2), do lundum travestido em dança de salão virando o retumbão (ala 3), das castanholas espanholas e a dança flamenca (ala 4), e mais a religiosidade mística indígena (ala 5) com a sonoridade do latim traduzido no linguajar do caboclo (MS/PB 2), nasceu uma das maiores manifestações culturais da região: a Marujada de Bragança!...
A Marujada é a festa, é a dança, a comilança, a alegria! E chama a atenção de todos os olhares... Até de nosso Papagaio que, afastado por um tempo de seu ninho, traz agora para a sua própria festa – o Carnaval – a Festa da Marujada, com as bênçãos de São Benedito!...
E festa que é Festa tem de tudo! Lá estão os cavaleiros na Cavalhada do dia 25 (carro 2) de dezembro, buscando suas argolas para ver quem será o vencedor, relembrando as lutas entre mouros e cristãos dos tempos medievais, com seus cavalos, estandartes e lanças. Mas em Bragança, a luta é falsa, e a vitória e certa para ambos os lados, pois todos comemoram pelas ruas da cidade.
A Festa começa mesmo com a alvorada do 18 de dezembro, quando ao nascer do sol (ala 6), a Marujada dança pelas ruas de Bragança, iniciando seus banquetes abundantes oferecidos por seus juízes (ala 7) e erguendo o mastro cheio de frutas (ala 8) para agradecer pela fartura que o Santo dá aos seus devotos.
E como toda festa que se preze, a de Bragança tem parquinho, mas o de lá é diferente: é de madeira, feito todinho por um homem só – Seu Waldomiro dos Brinquedos (tripé 1) – que diverte a criançada e encanta os adultos com suas engenhocas animadas.
É nessa hora também que acontecesse o leilão (ala 9) de tudo aquilo que em maio as Esmolações arrecadaram... e tem pato, tem galinha, tem bezerro... tem boneco, tem pintura, tem tempero... tem até porco – mas porco, só pode ficar do lado de fora do Barracão! Afinal de contas tem que haver leilão, senão a Festa do próximo ano já fica meio fraca.
E no Largo de São Benedito (ala 10), para quem não conseguiu levar nada do leilão, sempre tem uma lembrança para recordar a festa da Marujada... tem santinhos, tem cordões, tem flores, contas e festões.
Para findar é fim de ano. É Natal e Ano Novo! E fim de ano em Bragança, sem Marujada não existe, pois lá se vão mais de duzentos anos de fogos, presépios e fitas de cetim misturados na mesma festança, onde o Santo Preto guarda em seus braços o Menino Jesus que abençoa o novo ano que vai chegar (ala 11)....
Marujada é tudo isso! A festa que virou identidade! E no Museu da Marujada (tripé 2) toda sua história, desde o início da Irmandade. São fortes os seus símbolos que identificam sua visualidade: o Chapéu de Maruja (baianas) é o mais conhecido. Mas, têm as rabecas da cidade (ala 12), os Marujos cavalheiros (bateria), os vestidos do Menino (MS/PB mirim), que representam todos juntos na procissão do fim da festa (carro 3) a devoção, a louvação, ao Santo Preto da Cidade. Marujada é bragantina, é paraense, é brasileira (ala 13)!
Fotos de Alex Leovan/ Táta Dianvula - Projeto Azuelar - Instituto Nangetu.